Os três anos de estudo do Ciclo de Vida (ACV) em três sistemas de produção na Austrália Ocidental mostrou que as emissões de carbono da produção de ovinos e bovinos de carne estava entre os mais baixos do mundo.
Segundo a pesquisa, comer carne vermelha três vezes por semana resulta em uma emissão entre 164 kg a 258 kg de dióxido de carbono em um ano – muito diferente dos números citados que ficam na perto de 1,5 toneladas.
O diretor da Meat & Livestock Australia’s (MLA), David Palmer, disse que estes dados são confiáveis e são um reflexo preciso de emissões de carbono para sistemas de produção australianos. “A maioria dos bovinos e ovinos são criados em um ambiente com alimentação baseada em pastagens naturais, com pouco ou nenhum uso de fertilizantes e é lamentável que até agora dados imprecisos e exagerados foram divulgados”. “Esses números nos permitem começar a discutir de forma mais efetiva sobre o impacto ambiental da indústria”.
O processo de estudo do ciclo de vida (ACV) é uma forma de avaliar desde o nascimento até o abate dos animais os impactos ambientais importantes de todos os processos envolvidos em um sistema de produção. No entanto, ele não leva em consideração a capacidade do solo e das árvores das fazendas de absorver carbono o emitido. O recente relatório divulgado pelo governo de Queensland verificou o balanço total de carbono em áreas de pastagens em Queensland (47% da produção de gado da Austrália) e descobriu que eles estavam perto da neutralização do próprio carbono gerado.
“A maioria das pessoas não está ciente de que a pecuária é a indústria de produção na Austrália que conseguiu reduzir as emissões de gases desde os anos 1990. De acordo com o Australian Greenhouse Office, reduzimos as nossas emissões em 7,5%, em comparação com os aumentos em outros setores como transportes e energia elétrica, acima de 26,9% e 54,1%, respectivamente; agora temos uma base melhor para acompanhar a melhoria no futuro”. “O estudo mostra que ao analizar toda a cadeia de propução mais de 80% das emissões de carbono são provenientes do processo natural de digestão dos alimentos pelos animais. E é por isso que o MLA junto com o governo federal e outros parceiros do programa investem US $ 28 milhões nos 18 projetos de pesquisa que estão procurando uma forma de reduzir as emissões do gado”, Completa Palmer.
Fonte: www.meatinternational.com

